21 março 2010

Post 13 - A Beneficência de Paula


A sua beneficência era inesgotável, mas não era essa beneficência oficial, que se expõe publicamente; nela era a caridade do coração e não da ostentação. Só Deus sabe as lágrimas que ela secou, e os desesperos que acalmou, porque essas boas ações não tinham por testemunhas senão ela e os infelizes que assistia. Sabia, sobretudo, descobrir esses infortúnios ocultos, que são os mais pungentes, e que socorria com delicadeza que eleva o moral, ao invés de abaixá-lo.

Sua posição e as altas funções de seu marido obrigaram-na a uma apresentação doméstica à qual não podia infringir; mas, em tudo satisfazendo às exigências de sua posição, sem mesquinhez, ali colocava uma ordem que, evitando os desperdícios ruinosos e as despesas supérfluas, permitia-lhe para isso bastar-lhe a metade do que custava a outros sem fazer melhor.

Poderia fazer, assim, de sua fortuna, uma parte maior para os necessitados. Para isso separara um capital importante cuja renda era designada exclusivamente para essa destinação, sagrada para ela, e a considerava como a tendo de menos a destinar para a sua casa. Achava assim o meio de conciliar os seus deveres para com a sociedade e para com o infeliz. (1)
..................................................................................
(1) Pode-se dizer que essa senhora era o retrato vivo da mulher beneficente, traçada em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.XIII.

Nenhum comentário: