“Por que Deus retira, tão cedo, tais pessoas da Terra?”
Felizes aqueles que fazem assim bendizer a sua memória. Ela era boa, doce e indulgente para todo o mundo; sempre pronta a desculpar ou atenuar o mal, em lugar de agravá-lo; nunca a maledicência manchou os seus lábios. Sem arrogância, nem orgulho, tratava os seus inferiores com uma benevolência que nada tinha da baixa familiaridade, e sem tomar diante deles ares de grandeza ou de uma proteção humilhante. Compreendendo que as pessoas que vivem de seu trabalho não são capitalistas, e que têm necessidade do dinheiro que lhes é devido, seja por seu estado, seja para viver, jamais ela fez esperar um salário; o pensamento de que alguém pudesse sofrer de uma falta de pagamento por sua culpa, era-lhe um remorso de consciência. Não era dessas pessoas que procuram sempre o dinheiro para satisfazerem as suas fantasias, e não o têm nunca para pagarem o que devem; ela não compreendia que pudesse ser de bom gosto, para um rico, ter dívidas, e ficaria humilhada podendo-se dizer que os seus fornecedores eram obrigados a fazer-lhe adiantamentos. Também, em sua morte, não houve senão lamentos, e nenhuma reclamação.

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